2º ENCONTRO - 10/10/2005

A Intenção é um Sentimento?


CONTEÚDO PARA DISCUSSÃO POR EMAIL DURANTE A SEMANA

TEXTOS DE APOIO "Já a Gilda nos assevera: “Costumo ter boas intenções. O problema é que às vezes elas não são tão boas assim para os outros.”
É muito verdadeiro que em diversas ocasiões nos pegamos fazendo o bem com a intenção do destaque pessoal, por mais velada que seja essa intenção. Mas o que confunde muito aquele que faz a boa ação é quando ele a realiza e o outro diz que ele o fez para promover-se. Desse modo, a pessoa que realizou o ato se sente confusa se, de fato, fez sem intenções ou se o orgulho foi o sentimento que engendrou aquela ação.
Sempre que fizermos alguma coisa, temos de ouvir nosso coração e percebermos nossa real intenção com aquilo. Se estivermos nos esforçando para fazer o melhor, com o máximo de desprendimento e humildade, devemos ter isso claro em nossa mente. Se o próximo vir essa ação como arrogância nossa ou vontade de se exibir, ele tem o direito de pensar isso de nós, já que é um Espírito com um universo íntimo totalmente diferente do nosso e com o livre-arbítrio para dizer o que quiser. Nós, por nossa vez, não devemos nos lastimar pelo fato de alguém não ter aceitado algo como prevíamos, pensando que aquela tentativa nossa de ajudar foi simplesmente falsidade e ironia.
Se estivermos certos de que o que queremos é o bem, façamo-no sem nos importar com a mesquinhez do comentário do outro. Muitas vezes, sem percebermos, não fazemos as coisas por necessidade própria, mas por força das circunstâncias e para agradar ou desagradar ao outro. Isso é alienação nossa. Percebamos, então, quais estão sendo os móveis de nossas ações para concluirmos se estamos sendo autênticos ou não para conosco.
Se fizermos nosso melhor, mas o outro não entende isso, ele tem todo o direito de ter tal reação, mas nós não devemos nos deprimir ou criar minhocas na cabeça. Se fizemos nosso melhor, pronto. Era o que poderíamos ter feito. Fizemos o que estava ao nosso alcance. O outro, com seus comentários, baseia-se em apenas sua realidade interna e em suas visões sobre o que ele acha que nós sejamos.
Lembremos do Mestre: se Jesus fosse agir e depois se basear nos comentários alheios, Ele se suicidaria nas primeiras atividades que realizava, já que a grande maioria sempre o zombava e dizia que ele estava indo “contra a Lei de Deus”. Mas o Mestre estava seguro de suas intenções e não se rendeu a comentários de outros Espíritos que não imaginavam o que se passava em Seu coração e em Seu pensamento para atuar da maneira como atuava.
 Os outros são grandes recursos para nossa análise e conseqüente melhora, mas se nós percebermos que o que vem do outro não tem pertinência com nosso mundo íntimo, descartemos com energia. Só temos de absorver, como escrevi em outro texto, aquilo que seja educativo para nós, mesmo que seja uma crítica amarga, e que tenha ligação com o que presenciamos internamente. Do contrário, é lixo." Samuel - Ribeirão (08/10/2005)
 
DEBATE DA REUNIÃO NO MESSENGER
 
 
SÍNTESE DO 2º ENCONTRO – 10/10/2005 – A INTENÇÃO É UM SENTIMENTO?
 

PARTICIPANTES:  Sandro, Márcia, Bianca, Wanderley, Noemia, Edgar, Simone,
                                    Roberto, Samuel, Gilda, Vanduil e Francisco

CONVIDADA ESPECIAL:  Barbie Morena
 

PRECE INICIAL:  Wanderley

PRECE FINAL: Gilda
 

O DEBATE
 
Samuel:
Vejo que a intenção se configura como um conjunto de pensamentos e vontade para algo que, por si só, traz emoções e sentimentos de acordo com o que se quer atingir.
 
intenção traz sentimentos, mas é pensamento

Wanderley:
Será mesmo um pensamento?
 
Gilda:
Concordo com Samuel. A intenção está ainda no mundo do pensamento, na mente...
 
Edgar:
Penso que a intenção é pensamento, é vontade. Sempre haverá sentimentos gerando pensamentos.

Roberto:
Concordo que a intenção é um pensamento, mas muitas vezes sem ação

Samuel:
A intenção nunca é ação, mas um plano para a ação, o início para a ação. Nada fazemos sem intenção, por mais fraca que esta seja.

Bianca:
Mas pensamento já não é um tipo de ação?

Gilda:
No meu entendimento, a intenção é uma coisa...a ação é outra, ou seja, a ação é a execução da intenção.

Roberto:
quando falo sem ação, é porque muitas vezes, nos pegamos na intenção de fazer algo, mas falta o movimento a ação,

Samuel:
Pensamento não é ação, é criação viva da mente do Espírito.

Vanduil:
Pensamentos move sentimentos que se expressa numa intenção - Ela é a exteriorizaçâo de sentimentos em ação

Bianca:
mas se eu penso em algúem com raiva não é totalmente diferente o tipo de  vibração que essa pessoa recebe. Se eu faço uma prece com o pensamento não estou agindo?
 
Samuel:
eu emito vibrações junto com meus pensamentos... agora depende do ponto de vista daquilo que se tem como ação. Se estamos tratando de comportamentos, então não tem nada a ver com a ação das vibrações... Se estamos...
 
... entendendo ação como qualquer produção do Espírito, então pode-se conceber que o Espírito age pelos pensamentos, como a prece o é

Roberto:
Estou um pouco confuso, neste momento, se levando a forma de pensamento com uma ação, assim como nos plano espiritual, concordo que houve ação. Mas quando no plano físico de nossa existência, quando planejamos algo, mas não o realizamos fica somente no plano da intenção

Márcia:
gente, peguei o dicionário Aurélio pra ver qual a definição de intenção. Acho que com isso as coisas podem ficar mais claras. Segundo ele, intenção = vontade, desejo, pensamento, propósito, plano.

Gilda:
Acho que é assim: o pensamento, laborado pelo nosso espírito - bagagem espiritual, intelectual, moral- é o primeiro passo. Passo seguinte é a atitude, que já vem com a laboração mental para que ocorra ou não. A prece é ação: orar, mentalizar, vibrar e outros.
 
Barbie Morena:
o problema e qdo nao controlamos o pensamento..qdo ele constroi otimo,mas qdo as pessoas se escravizam com ele é perigoso

Samuel:
Posso complicar um pouco mais com uma pergunta?
 
O que acontece primeiro? Pensamos e sentimos ou sentimos e pensamos?

Bianca:
vou precisar pensar um pouco na pergunta do samuel. Mas pensei no seguinte: se pensamento é vibração e intenção é vontade existem intençoes fracas e fortes. embuídas de sentimentos
 
Márcia:
ih, Samuel! Agora vc complicou mesmo a questão!!! hehe Acho que estão super hiper interligados que temos que ter muita observação para saber quem vem primeiro. Mas eu acredito que o pensamento vem primeiro e evoca o sentimento.

Gilda:
Creio que primeiro sentimos. Será que já teríamos condições de ter o controle: pensar e sentir?

Barbie Morena:
as vzs imaginamos q nao temos controle mas temos
 
Vanduil:
Sentimentos e intenção se interligam num encadeamento só.....ñ existe a dicotomia...

Barbie Morena:
acho q imaginamos q o pensamento flui sem termos controle ok..mas muitas vezes nao percebemos q muito esta no inconsciente aflorando..muitas vezes contra nos mesmos..
 
Edgar:
Creio que sentimos primeiro e somente depois pensamos. O livro "Um modo de entender..." do Hammed - Kiko, temos o seguinte comentário:" Os atos e atitudes que tomamos no presente estão intimamente ligados a desejos, aspirações, sentimentos e emoções antecedentes."  Não parece lógico. Os sentimentos são as expressões mais verdadeiras e limpidas de nossa essencias.

Márcia:
acredito que o pensamento é mais rápido do que o sentimento, como se fosse um flash. Damos guarida a alguns e aí passamos a sentir

Gilda:
Creio que ainda estamos no campo do sentimento. Somos ainda muito reativos...O pensar primeiro pressupõe laborar algo que ainda se vai sentir. Daí, podemos até organizar melhor os sentimentos, sem entrar em conflitos...(??)

simone peroni:
1....posso repassar  a participação do sandro?..colando da tela..desculpa.

Wanderley:
O que o grupo considera a maior conquista de nossas almas até agora?
1. A intenção
2. O arrependimento
3. Alguma qualidade moral
Gilda:
Creio que o ARREPENDIMENTO! Nos remete a tomada de consciência, após sair da fase instintiva.

Roberto:
Acredito que seja alguma qualidade moral, pois este fato nos leva a ter intenções e arrependimentos

Edgar:
Não pode ser a intenção, pois a intenção pode ser má. Nâo creio que seja o arrependimento pois essa é uma conquista em desenvolvimento. Nem sempre nos arrependemos de fato. Creio que nossa maior conquista seja termos dado um passo a mais em nosso proprio auto conhecimento.

Bianca:
concordo com o Roberto.  Qualidade moral mesmo que esta não seja suficiente ao auto-amor
 
Samuel:
Estou firme no 1 e 2. Quanto ao terceiro, existem certas conquistas em mim, mas estou no momento de aprofundá-las a partir desta existência. Quanto mais mergulho em meu cosmos interno mais percebo a superficialidade das construções morais em mim.

Maria Noemia:
A qualidade moral é a conquista. A intenção pode levar à qualidade. O arrependimento é o reconhecimento do erro
 
Márcia:
concordo completamente com a Noemia.

Gilda:
É que não consigo enxergar algo que eu possa dizer CONQUISTAS, 100%. Já o arrependimento me diz algo relativo à entrar na fase de consicência, onde o ser se pega em delito e decide retomar. Antes, ele executa va1suas ações sem reflexão, sem consicência do outro...
 

Gilda:
pode notar que tentei. Ele apreceu no texto, que acaboui indo junto. Sorry...

Bianca:
Mas gente. Se você é capaz de ter boas intençoes e arrepender-se você tem qualidade moral, mesmo que esta não esteja totalmente lapidada. Isso é a maior conquista porque precede as outras
  



 
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