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Debate iniciado com a técnica do GVGO onde Márcia, Bianca e Noêmia, debaterem com a supervisão do moderador, embasadas algumas perguntas:
- Porque será dessa importância que estamos dando à possessividade como atitude perturbadora na nossa convivência?
- Vocês já experimentaram no meio espírita essa possessividade? Ou gostariam de falar de alguma experiência?
Tema iniciado na semana anterior e debatido durante a semana por e-mails tendo havido necessidade de continuarmos lidando com o assunto.
Inicialmente falaram das atitudes possessivas delas para com os outros e posteriormente o inverso.
Falaram de suas experiências casas espíritas com relação a possessividade demonstrados pelos dirigentes.
Márcia disse diz:
no meio espírita,
já vi a entrada de uma pessoa que tinha idéias diferentes
(e pertinentes) para melhoria do trabalho causar um verdadeiro alvoroço.
Maria Noêmia diz:
A possessividade acontece
muito nos centros espíritas, existem as panelinhas e dificulta o
trabalho do todo. O centro que participo é pequeno, mas acontece
a possessividade. Na evangelização infantil o grupo é
fechado e hostil. Já tentamos colaborar, mas há resistência,
acabamos nos afastando.
Aberto o debate tivemos uma das mais acaloradas participações até o momento, onde todos os participantes relataram seus sentimentos para com o tema da semana.
Edgar Miguel diz:
Concordo que toda a questão
está no ponto auto-estima, mas me refiro ao não amar a si
mesmo, como a raiz da insegurança que traz a possessividade.
Creio que a possessividade vem do não amar-se.
Gilda diz:
Eu acho que a possessividade
nas relações afetivas está diretamente vinculada à
idéia de que o outro possui algo que nos falta e que somente ele
possa nos dar. Inconscientemente fazemos isso. É como que buscar
fechar lacunas com os atributos do outro. Por isso, talvez, desejamos manter
aquilo a qualquer custo, achando que pararemos de respirar, caso o outro
se vá com aqueles atributos...Seria isso?
Márcia diz:
acho que vem da ignorância.
A falta de visão da imortalidade do espírito que somos e
a existência de uma visão extremamente materialista (aqui
e agora) fazem com que a gente se apegue, busque controlar as coisas e
os outros
Roberto diz:
Nos temos uma necessidade
muito grande de nos sentirmos protegidos, quando sentimos na condição
de possessivos, temos uma falsa certeza de estarmos em uma zona de conforto,
na ilusão que esta situação não mudara, quando
perdemos este domínio somos obrigados a nos arrisca neste mundo
complexo, recomeçar, isso causa medo.
Debateu-se intensamente sobre as várias faces dos relacionamentos, tanto amoroso como profissionais e pessoais, dando-se muita ênfase na questão da posse e dos ciúmes entre os casais, entre amigos enfim entre aqueles que amamos e achamos que deveriam estar somente do nosso lado, do medo de perdê-los e como se deveria postar-se perante a estas questões em nossas vidas.
Tivemos uma semana com muitas
e boas participações nos e-mails com várias situações
de possessividade relatadas pelos OfiSents.
Norteados pelas duas perguntas
iniciais do GVGO.