

Refletindo sobre o tema
Sugestão de aplicabilidade
do tema nas casas espíritas
OBJETIVO
Trabalharmos a questão de até quanto sabemos de nossa realidade interna e até quanto aceitamos essa realidade tal qual é sem nos acomodarmos nos pontos que necessitam de progresso.
JUSTIFICATIVA
Enquanto não nos interessarmos pela própria aceitação, jamais estaremos levando de forma correta a proposta da reforma íntima e jamais teremos a fluidez interna necessária para o amor se expressar de maneira natural e envolvente, sem convenções e padrões frios externos a nós.
DESENVOLVIMENTO DO ESTUDO
Neste estudo, da mesma forma dos demais, iniciamos com a técnica do “Como vai você?”, apresentada no dia 22 de junho de 2006.
Nossa primeira sugestão ao grupo foi perguntar a cada participante com qual passagem do Evangelho de Jesus o tema "Auto-aceitação" mais se sintonizava.
As respostas foram diversas, mostrando a forma diferente e rica que cada pessoa interpreta o compêndio de ensinamentos contidos nas passagens narradas sobre o Cristo.
O intuito de termos colocado tal pergunta era justamente mostrarmos a nós mesmos que todos os temas, necessariamente todos os temas que envolvem o homem com seus conflitos, têm representações claras nas parábolas do Novo Testamento, bastando ao bom discípulo integrar-se com a essência das passagens milenares e buscar nelas o néctar da sabedoria para a meditação pessoal em busca de respostas lúcidas a seus questionamentos interiores.
Essa técnica de ligarmos um tema tão “contemporâneo” ao Evangelho foi colocada para trabalharmos com o grupo o ponto da atualidade dos ensinos do Cristo e principalmente da utilidade desses ensinamentos.
É muito freqüente vermos os temas do Evangelho de Jesus serem tratados de formas muito enfadonhas, sem vida. Falta a muitos de nós contextualizarmos a mensagem cristã aos problemas atuais que nos cercam, percebendo a utilidade e o brilho das lições de exemplificação de equilíbrio e lucidez que o Messias nos deixou.
De nada adiantará ficarmos falando de profetas, de belas passagens, de versículos intrigantes sem que eles tenham uma repercussão legítima no cenário sócio-político e cultural de nossos dias.
O Evangelho de Jesus, como nos dizem vários mentores espirituais, deve ser reavivado nos corações atormentados pelas fugas materialistas e pelas ilusões do ego. Corações já descrentes de Deus, que necessitam voltar à Casa do Pai como filhos pródigos. Em outras palavras, nós mesmos, pessoas que adoramos rótulos, mas pouco nos esforçamos pelos compromissos e sacrifícios íntimos que tais títulos nos conclamam.
E uma das funções de uma atividade como a Oficina dos Sentimentos é auxiliar o Espírito a se encontrar em seu momento evolutivo, separando o que é fantasia do que é verdade; o que são crenças impostas e castradoras e o que se constituem legítimos anseios da alma.
Nossa maior necessidade anímica é voltarmos para a Casa do Pai como filhos pródigos e esse processo se define como aprendermos a escutar o Pai em comunicação constante conosco, em nosso dia-a-dia, bem próximo de nós.
Essa, na verdade, é a tarefa que nos convida o Sr. Bezerra de Menezes com o Projeto Atitude de Amor, cuja finalidade é transformar a casa espírita, ao mesmo tempo, em Escola do Espírito (onde este aprende a se compreender em sua individualidade e estruturas internas) e Hospital de Almas, no qual o foco é moralizar as chagas e feridas causadas pelo excessivo estágio nos sentimentos que sustentam o desamor, que são o egoísmo e o orgulho.
Depois da dinâmica em que os participantes conectaram o tema com alguma passagem do Novo Testamento, partimos para a discussão das perguntas postas acima, indo até o ponto que tínhamos necessidade (e que o tempo permitia), continuando o debate no decorrer da semana.
Assim, foi nossa discussão acerca da auto-aceitação.
Tivemos uma semana de depoimentos emocionantes e recursos importantíssimos que retiramos das entrelinhas das falas de todos para nosso próprio reajustamento íntimo. Todos se colocando como almas em aprendizagem, não como professores graduados em virtudes do Espírito.
E devemos admitir ao leitor que não é tão fácil como se pensa exercitarmos a postura de legítimos e simples aprendizes da vida, sabendo ouvir e falar oportunamente. Estamos tão condicionados ao processo vicioso de termos de emplacar nossas verdades sobre o outro que nos esquecemos que o que pensamos são apenas facetas de um mesmo prisma da Verdade, que se relativiza de pessoa para pessoa.
Não é à toa que a frase "vivendo e aprendendo" é tão útil e atual na contemporaneidade!
Tomara que ela também ainda esteja válida para cada um de nós, que adoramos ter a pose de donos da Verdade.