Auto-aceitação





 

Refletindo sobre o tema

1) Além da questão do orgulho e seus desdobramentos, o que mais estaria dificultando nossa autoaceitação?

2) Qual seria o limite entre aceitar-nos como somos e nos acomodarmos na estagnação que bloqueia nosso progresso?

3) O que seria mais difícil para o Espírito: 1) descobrir sua verdadeira realidade ou/e  2) aceitar a verdadeira realidade? Por quê?

4) Quais são os 3 (três) aspectos íntimos mais difíceis de serem aceitos por mim, por que a inaceitação e o que venho fazendo para aceitá-los mais?
 
 

Sugestão de aplicabilidade

do tema nas casas espíritas

 

 

OBJETIVO

Trabalharmos a questão de até quanto sabemos de nossa realidade interna e até quanto aceitamos essa realidade tal qual é sem nos acomodarmos nos pontos que necessitam de progresso.

 

JUSTIFICATIVA

Enquanto não nos interessarmos pela própria aceitação, jamais estaremos levando de forma correta a proposta da reforma íntima e jamais teremos a fluidez interna necessária para o amor se expressar de maneira natural e envolvente, sem convenções e padrões frios externos a nós.

 

DESENVOLVIMENTO DO ESTUDO

Neste estudo, da mesma forma dos demais, iniciamos com a técnica do “Como vai você?”, apresentada no dia 22 de junho de 2006.

 

Nossa primeira sugestão ao grupo foi perguntar a cada participante com qual passagem do Evangelho de Jesus o tema "Auto-aceitação" mais se sintonizava.

As respostas foram diversas, mostrando a forma diferente e rica que cada pessoa interpreta o compêndio de ensinamentos contidos nas passagens narradas sobre o Cristo.

 

O intuito de termos colocado tal pergunta era justamente mostrarmos a nós mesmos que todos os temas, necessariamente todos os temas que envolvem o homem com seus conflitos, têm representações claras nas parábolas do Novo Testamento, bastando ao bom discípulo integrar-se com a essência das passagens milenares e buscar nelas o néctar da sabedoria para a meditação pessoal em busca de respostas lúcidas a seus questionamentos interiores.

 

Essa técnica de ligarmos um tema tão “contemporâneo” ao Evangelho foi colocada para trabalharmos com o grupo o ponto da atualidade dos ensinos do Cristo e principalmente da utilidade desses ensinamentos.

 

É muito freqüente vermos os temas do Evangelho de Jesus serem tratados de formas muito enfadonhas, sem vida. Falta a muitos de nós contextualizarmos a mensagem cristã aos problemas atuais que nos cercam, percebendo a utilidade e o brilho das lições de exemplificação de equilíbrio e lucidez que o Messias nos deixou.

 

De nada adiantará ficarmos falando de profetas, de belas passagens, de versículos intrigantes sem que eles tenham uma repercussão legítima no cenário sócio-político e cultural de nossos dias.

 

O Evangelho de Jesus, como nos dizem vários mentores espirituais, deve ser reavivado nos corações atormentados pelas fugas materialistas e pelas ilusões do ego. Corações já descrentes de Deus, que necessitam voltar à Casa do Pai como filhos pródigos. Em outras palavras, nós mesmos, pessoas que adoramos rótulos, mas pouco nos esforçamos pelos compromissos e sacrifícios íntimos que tais títulos nos conclamam.

 

E uma das funções de uma atividade como a Oficina dos Sentimentos é auxiliar o Espírito a se encontrar em seu momento evolutivo, separando o que é fantasia do que é verdade; o que são crenças impostas e castradoras e o que se constituem legítimos anseios da alma.

 

Nossa maior necessidade anímica é voltarmos para a Casa do Pai como filhos pródigos e esse processo se define como aprendermos a escutar o Pai em comunicação constante conosco, em nosso dia-a-dia, bem próximo de nós.

 

Essa, na verdade, é a tarefa que nos convida o Sr. Bezerra de Menezes com o Projeto Atitude de Amor, cuja finalidade é transformar a casa espírita, ao mesmo tempo, em Escola do Espírito (onde este aprende a se compreender em sua individualidade e estruturas internas) e Hospital de Almas, no qual o foco é moralizar as chagas e feridas causadas pelo excessivo estágio nos sentimentos que sustentam o desamor, que são o egoísmo e o orgulho.

 

Depois da dinâmica em que os participantes conectaram o tema com alguma passagem do Novo Testamento, partimos para a discussão das perguntas postas acima, indo até o ponto que tínhamos necessidade (e que o tempo permitia), continuando o debate no decorrer da semana.

 

Assim, foi nossa discussão acerca da auto-aceitação.

 

Tivemos uma semana de depoimentos emocionantes e recursos importantíssimos que retiramos das entrelinhas das falas de todos para nosso próprio reajustamento íntimo. Todos se colocando como almas em aprendizagem, não como professores graduados em virtudes do Espírito.

 

E devemos admitir ao leitor que não é tão fácil como se pensa exercitarmos a postura de legítimos e simples aprendizes da vida, sabendo ouvir e falar oportunamente. Estamos tão condicionados ao processo vicioso de termos de emplacar nossas verdades sobre o outro que nos esquecemos que o que pensamos são apenas facetas de um mesmo prisma da Verdade, que se relativiza de pessoa para pessoa.

 

Não é à toa que a frase "vivendo e aprendendo" é tão útil e atual na contemporaneidade!

 

Tomara que ela também ainda esteja válida para cada um de nós, que adoramos ter a pose de donos da Verdade.