Sugestão de aplicabilidade
do tema em casas espíritas
OBJETIVO
Refletirmos sobre o que
significam hábitos afetivos, afeto, sentimentos, entre outras
palavras que são muitas vezes usadas em nosso dia-a-dia,
mormente em nossas relações doutrinárias, de forma
vazia e alienante, sem entendimento nosso da produndidade que trazem os
conceitos de tais vocábulos. Além disso, este tema
objetiva levar ao discípulo atento a reflexão dele para
consigo em torno de como se encontra a realidade íntima no que
concerne à construção de hábitos afetivos
conscientes e originais, substituindo posturas hipócritas e,
portanto, artificiais de se conceber a mensagem de amor do Cristo.
JUSTIFICATIVA
O grandioso conjunto de carências estruturado há
milênios no Espírito e pelo Espírito, por si
só, justifica a necessidade de desenvolvermos hábitos
afetivos conscientes e autênticos que nos alimentem de novas
vibrações íntimas a fim de que
consigamos sentir o que significa a extensão do sentimento
por excelência, que é o amor. A esmagadora maioria de
nós, falamos, discursamos acerca dos sentimentos nobres,
todavia, são raros os que entendem e sentem tais energias em si.
A proposta do Espírito de Verdade em lançar aos homens os
ensinamentos espiritistas é a de levar à Humanidade
carente novas perspectivas de se encarar a vida e si mesmo,
substituindo condicionamentos que nos mantêm algemados aos
tentáculos do desamor e do desprazer para conosco e com a vida.
Enquanto não sairmos da posição teórica de
discutir os sentimentos "por cima", isto é, de forma
periférica e descompromissada, como se eles não fizessem
parte de nós, como se estivéssemos dando
lição de moral para os outros, falando para fora,
pouco adiantará seguirmos esta ou aquela diretriz
religiosa, política ou filosófica, uma vez que nada nos
preencherá.
O ideal é trabalharmos a postura "teórico-vivencial",
avaliando as repercussões de nossos discursos em nós
mesmos e as informações com que nos alimentamos
diuturnamente.
SUGESTÃO DE DESENVOLVIMENTO
Nós, em nosso grupo virtual, começamos com a
dinâmica do "Como vai você?", descrita no estudo do dia 22
de maio de 2006.
Logo após, ao invés de termos preparado questões
pré-concebidas para o grupo discutir, apenas introduzimos aos
participantes a seguinte pergunta: O QUE SIGNIFICA FRATERNIDADE?
O pessoal, então, começou a desenvolver o raciocínio a partir daquilo que cada qual sentia
que fosse fraternidade. O interessante é que não chegamos
a um consenso se fraternidade é um sentimento, uma atitude, um
estado anímico ou um pensamento.
A discussão em torno dessa única pergunta foi
riquíssima e gerou desdobramentos por parte do grupo, que trouxe
dúvidas como: "Será que o termo 'afetividade' só
se refere a coisas nobres e agradáveis ou 'afetividade'
também se refere à expressão de sentimentos
perturbadores?"
Note o leitor que nosso grupo de discussão é formado por
líderes espíritas, com considerável conhecimento
intelectual doutrinário, e o interessante de tudo é que
todos nós, conforme as discussões se aprofundam, chegamos
à conclusão de que quase nada sabemos desses termos que
tanto falamos diariamente. Sentimos como que se um vazio até
mesmo cognitivo dentro de nós, como que se não
tivéssemos recursos íntimos para explicar o que significa
algo "tão simples". E se mal conseguimos definir isso, imagine
como estamos sentindo isso!
A partir da condução do grupo, decidimos extrair alguns
questionamentos valiosíssimos que os integrantes fizeram com a
finalidade de os discutirmos durante a semana em nossa lista de
e-mails. Porque nosso grupo é assim: às segundas-feiras
nos reunimos pelo programa PALTALK na Internet e debatemos das 20h
às 21h (às vezes até às 21h30) o tema da
semana. Da terça-feira em diante, aprofundamos a
discussão tida na segunda-feira.
E nós, moderadores do grupo, decidimos utilizar as
próprias indagações que alguns participantes
fizeram sobre o tema, que por sinal são importantíssimas,
para a reflexão do aprendiz sincero, na discussão durante
a semana.
Com isso, dispusemos acima esses questionamentos, que somam
quatro, para o leitor se interar do que foi discutido. Lembramos que
sempre há desdobramentos a partir das questões propostas.
Nunca temos uma simplória e mecânica estrutura do tipo
"pergunta e resposta". Nossas perguntas são só para
instigar o grupo de modo que este desenvolva o raciocínio acerca
da temática em pauta, sentindo-a vibrar em si.
Dessa forma, desejamos que nossos amigos que nos acompanham na Proposta
Atitude de Amor façam uma discussão ainda mais
produtiva e, principalmente, afetiva!