Hábitos Afetivos




Refletindo sobre o tema

1) Paulinho, nosso companheiro de grupo, disse na discussão: "Para adquirir o hábito de ser bom, é necessário esforço e renúncia."
Como poderíamos adquirir esse hábito? O que fazer?

2) Nossa amiga Andréa indagou o grupo: "Qual termômetro usar para saber se estamos sendo fraternos ou automáticos? Como saber se o que expressamos são hábitos afetivos ou automatismo copiado?"

3) O companheiro Luiz se expressa da seguinte forma: "Somos fraternos no centro espírita?" E nós, por nossa vez, complementamos a pergunta dizendo: "E em casa, no trabalho e com a sociedade em geral?"

4) Maria Ida, outra amiga, contribui com a indagação a ser debatida: "Educamos o hábito afetivo também dizendo coisas que nem sempre estamos dispostos a dizer?"


Sugestão de aplicabilidade
do tema em casas espíritas

OBJETIVO
Refletirmos sobre o que significam hábitos afetivos, afeto, sentimentos, entre outras palavras que são muitas vezes usadas em nosso dia-a-dia, mormente em nossas relações doutrinárias, de forma vazia e alienante, sem entendimento nosso da produndidade que trazem os conceitos de tais vocábulos. Além disso, este tema objetiva levar ao discípulo atento a reflexão dele para consigo em torno de como se encontra a realidade íntima no que concerne à construção de hábitos afetivos conscientes e originais, substituindo posturas hipócritas e, portanto, artificiais de se conceber a mensagem de amor do Cristo.


JUSTIFICATIVA
O grandioso conjunto de carências estruturado há milênios no Espírito e pelo Espírito, por si só, justifica a necessidade de desenvolvermos hábitos afetivos conscientes e autênticos que nos alimentem de novas vibrações íntimas a fim de que consigamos sentir o que significa a extensão do sentimento por excelência, que é o amor. A esmagadora maioria de nós, falamos, discursamos acerca dos sentimentos nobres, todavia, são raros os que entendem e sentem tais energias em si.

A proposta do Espírito de Verdade em lançar aos homens os ensinamentos espiritistas é a de levar à Humanidade carente novas perspectivas de se encarar a vida e si mesmo, substituindo condicionamentos que nos mantêm algemados aos tentáculos do desamor e do desprazer para conosco e com a vida.

Enquanto não sairmos da posição teórica de discutir os sentimentos "por cima", isto é, de forma periférica e descompromissada, como se eles não fizessem parte de nós, como se estivéssemos dando lição de moral para os outros, falando para fora,  pouco adiantará seguirmos esta ou aquela diretriz religiosa, política ou filosófica, uma vez que nada nos preencherá.

O ideal é trabalharmos a postura "teórico-vivencial", avaliando as repercussões de nossos discursos em nós mesmos e as informações com que nos alimentamos diuturnamente.


SUGESTÃO DE DESENVOLVIMENTO
Nós, em nosso grupo virtual, começamos com a dinâmica do "Como vai você?", descrita no estudo do dia 22 de maio de 2006.

Logo após, ao invés de termos preparado questões pré-concebidas para o grupo discutir, apenas introduzimos aos participantes a seguinte pergunta: O QUE SIGNIFICA FRATERNIDADE?

O pessoal, então, começou a desenvolver o raciocínio a partir daquilo que cada qual sentia que fosse fraternidade. O interessante é que não chegamos a um consenso se fraternidade é um sentimento, uma atitude, um estado anímico ou um pensamento.

A discussão em torno dessa única pergunta foi riquíssima e gerou desdobramentos por parte do grupo, que trouxe dúvidas como: "Será que o termo 'afetividade' só se refere a coisas nobres e agradáveis ou 'afetividade' também se refere à expressão de sentimentos perturbadores?"

Note o leitor que nosso grupo de discussão é formado por líderes espíritas, com considerável conhecimento intelectual doutrinário, e o interessante de tudo é que todos nós, conforme as discussões se aprofundam, chegamos à conclusão de que quase nada sabemos desses termos que tanto falamos diariamente. Sentimos como que se um vazio até mesmo cognitivo dentro de nós, como que se não tivéssemos recursos íntimos para explicar o que significa algo "tão simples". E se mal conseguimos definir isso, imagine como estamos sentindo isso!

A partir da condução do grupo, decidimos extrair alguns questionamentos valiosíssimos que os integrantes fizeram com a finalidade de os discutirmos durante a semana em nossa lista de e-mails. Porque nosso grupo é assim: às segundas-feiras nos reunimos pelo programa PALTALK na Internet e debatemos das 20h às 21h (às vezes até às 21h30) o tema da semana. Da terça-feira em diante, aprofundamos a discussão tida na segunda-feira.

E nós, moderadores do grupo, decidimos utilizar as próprias indagações que alguns participantes fizeram sobre o tema, que por sinal são importantíssimas, para a reflexão do aprendiz sincero, na discussão durante a semana.

Com isso, dispusemos acima esses questionamentos, que somam quatro, para o leitor se interar do que foi discutido. Lembramos que sempre há desdobramentos a partir das questões propostas. Nunca temos uma simplória e mecânica estrutura do tipo "pergunta e resposta". Nossas perguntas são só para instigar o grupo de modo que este desenvolva o raciocínio acerca da temática em pauta, sentindo-a vibrar em si.

Dessa forma, desejamos que nossos amigos que nos acompanham na Proposta Atitude de Amor façam uma discussão ainda mais produtiva e, principalmente, afetiva!